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08 janeiro 2017

Animes de Romance - Sugestões por quais começar





   Eu sei que estive ausente por mais de um ano e que provavelmente ninguém mais lê nosso blog, não vim para ser otimista e dizer que o blog ficará ativo novamente. Para ser sincero eu me encontro no meio da faculdade e já não consigo arrumar tanto tempo para assistir animes quanto antigamente (síndrome de véio, ahaha). Estou bem por fora das temporadas de animes desde 2015, mas resolvi escrever mais algumas vezes agora só para expressar o pouco de experiência que eu sinto ter adquirido nos 4 anos que havia me dedicado a este blog e a assistir animes. Por isso começarei a comentar periodicamente sobre algumas indicações que eu tenho sobre o meu gênero favorito de animes: Romance.


    Apesar de ser descendente de japoneses, eu nunca visitei algum país asiático ou fui muito de ir em eventos japoneses aqui no Brasil. Por isso eu nunca soube até que ponto podemos chamar o comportamento de personagens de animes e doramas fidedignos a população local. Mesmo assim, algo que eu sempre admirei ao assistir romances em ambas as mídias é a forma contemplativa como eles abordam os sentimentos dos personagens.

  
  Focarei neste post alguns romances que eu considero “fáceis de gostar” no sentido em que agradariam a grande maioria dos amantes de romance. Futuramente eu pretendo focar nos sub-gêneros drama-romântico e comédia-romântica.


  É claro que eu não assisti TODOS os animes de romance, e não irei comentar cada um senão ficaria aqui para sempre, selecionei apenas alguns que eu acho que seriam ideais para se iniciar nos romances de animes. 



Kimi ni Todoke


  
  
Resumidamente: 
- Pontos positivos: Personagens agradáveis, muita água com açúcar e progressão natural
- Pontos negativos: não  
    A história da inocente e otimista Kuronuma Sawako, que é constantemente confundida com a personagem de filmes de terror Sadako (da versão japonesa do filme “o Chamado”) e por isso sofre em um certo grau bullying de seus colegas de escola. Em seu ensino médio ela se vê apaixonada por Kazehaya Shota, o garoto mais popular de sua turma e que é gentil com todos. Estes novos sentimentos a levam a tomar uma iniciativa para mudar sua própria vida descobrindo o significado de ter amigos e de amar alguém
  
  Este anime é adaptação de um mangá que seria capaz de agradar quase qualquer romântico. Não dá para falar muito de kimi ni todoke sem me empolgar e começar a falar tudo sobre esta doce e inocente história de amor. Eu acho que a definição mais simples que eu poderia dar para este anime é que ele é um manual de romance e amizade, todos os conceitos que alguém pode imaginar estão nele. Sawako vai ao longo da história descobrindo o que é estar apaixonada, o que é fazer amigos, o que é enfrentar as inseguranças que os sentimentos nos trazem, como supera-las e enfim como abraçar este magnifico sentimento que os poetas sonham todo o tempo.
  
  Além de Sawako temos todo um grupo de personagens secundários, inclusive suas amigas Chizuru e Ayane, ambas com seus próprios romances que também possuem suas complicações, o indiferente Ryu cuja sinceridade e apatia são muito engraçados e até a “rival” de Sawako: Kurumi. Geralmente a adição de muitos personagens pode acabar arrastando a história e segurando o casal principal de ficarem juntos, mas aqui eles são todos carismáticos e muito importantes. A confiança e carinho que vemos Sawako criando com suas amigas é uma das melhores que eu já vi em anime e até mesmo o respeito mútuo criado com sua rival convence bastante.
  


  E o romance principal não fica para trás em momento algum, Sawako e Kazehaya são um casal tão inocente que as vezes dá até um aperto no peito ver algumas coisas dando errado para que eles fiquem juntos. E sim, é muita água com açúcar, eu até ousaria dizer que é açúcar com água de tão bobos que eles são as vezes, mas francamente, se o indivíduo escolhe assistir um anime de romance ele tá procurando pelo que? Muita morte, ação e rock’n roll??? Não, é açúcar mesmo o que procuramos, então vamos ser diabéticos e felizes de uma vez.
  
  Kimi ni todoke possui bons 24 episódios de duração dando tempo suficiente para familiarizarmos com todos os membros do grupo. Caso você queira um final mais fechadinho insista em ir até a segunda temporada que possui apenas 12 episódios. Kimi ni Todoke pode não ser o meu anime favorito, mas sem dúvida esta entre meus romances favoritos. Seu primeiro episódio é um dos melhores que já vi, caso você caro leitor goste dele, garanto que aproveitará muito bem o anime inteiro.
 
OBS: Existe uma versão filme (Live-action) de Kimi ni Todoke que é muito boa também, mas eu só recomendo assisti-la depois de ver o anime pois ela possui um ritmo um tanto corrido, fazendo com que leigos fiquem confusos com a densidade na história. 


Itazura na Kiss

  

Resumidamente:
- Pontos positivos: Temática de relacionamento de longa data
- Pontos negativos: Primeira metade fraca


  Esse é mais novelão e tradicional, mas isso não o torna ruim, Itazura na Kiss é baseado em um mangá homônimo cuja autora faleceu antes de seu término, isso deu abertura a múltiplas versões de suas adaptações, dentre elas três doramas: um de Taiwan, um da Coreia do Sul e um do Japão. Minha indicação é a versão animada por ser mais curta e direta no que diz respeito a fluidez da história.
  
  Itazura na Kiss conta a história do amor não correspondido de Aihara Kotoko pelo garoto mais inteligente da escola: Irie. Após ser descaradamente rejeitada na frente de toda a escola, Kotoko resolve desistir deste amor e até deixa claro isto ao garoto. Infelizmente, a nova casa de Kotoko cai aos pedaços, fazendo com que ela e seu pai tenham que se mudar para a casa de um velho amigo da família. Curiosamente, este amigo é o pai de Irie, iniciando assim uma longa e complicada convivência.
  
  Até certo ponto, o romance de Itazura no Kiss é o mais fraco desta lista, visto que Irie é cruel até demais com Kotoko, sendo indiferente demais aos esforços da mesma, no entanto, o ponto forte deste anime é o quão longe a relação de ambos vai. Em geral os animes de romance (que tem final) vão apenas até o casal ficar junto, aqui vemos ambos crescendo profissionalmente juntos e até mesmo formando família, o que é um excelente diferencial.
  
  Serei sincero, a primeira parte do anime eu não sou tão fan, mas a segunda metade é muito boa, ela compensa toda o nervoso que a primeira parte nos faz passar. Por isso, antes de desistirem de Itazura na Kiss, aguentem mais um pouco que eu garanto que a coisa melhora. 



Chuunibyou Demo Koi ga Shitai!


Resumidamente:
- Pontos Positivos: Casal divertido
- Pontos negativos: nenhum digno de nota

    “Você é famíliar com o termo chuunibyou? Ele se refere a uma assustadora, entretanto encantadora ‘doença’ que acomete jovens do ensino fundamental durante a puberdade.   Com sua inocente imaginação ainda intacta, eles acabam adotando hábitos peculiares...”


    E com uma breve e simples explicação sobre o termo “Chuunibyou”, se inicia o anime Chuunibyou Demo Koi Ga Shitai. Usar esta “síndrome comportamental” como premissa para uma comédia romântica é uma ideia um tanto quanto louca, mas extremamente criativa, apresentando como ponto de partida este hábito que os jovens acreditam ser especiais, possuindo poderes estilo Goku, Naruto, Superman, etc.

  
  O foco da história é em Togashi Yuuta, um garoto “curado” de chuunibyou que se auto-proclamava “dark flame master”. Ao entrar no ensino médio ele resolve deixar o passado para trás e tudo o que deseja é uma adolescência comum, entretanto ele descobre que sua vizinha E colega de classe, Takanashi Rika, também possui Chuunibyou e é muito interessada pelas antigas desilusões de Yuuta.

  

  Ambos são um excelente casal, as desilusões de Rikka sempre contrastam com o ceticismo de Yuuta gerando momentos muito engraçados, tudo feito a partir de seus diálogos e com uso de recursos visuais (como habitual do estúdio Kyoto Animation). O relacionamento deles não começa com um “amor a primeira vista” ou algo do gênero, pelo contrário, Yuuta quer é distância dela, sempre fazendo o impossível para evita-la. Mas as circunstâncias (ou “destino” se preferirem) sempre insistem para que ambos acabem passando tempo juntos, seja na escola ou em suas respectivas residências.

  
  E pouco a pouco surge uma cumplicidade que eventualmente floresce em um romance. É legal ver como ele é a única pessoa que consegue traduzir e compreender o linguajar fantasioso de Rikka e a gratidão que a mesma demonstra. Com o desenrolar da história, vemos o passado de ambos e seus motivos para terem adquirido a “doença”, dando de forma curiosa lógica a loucura.

  
  A cereja do bolo é Fukuyama Jun, o eterno Lelouch de Code Geass, que em alguns momentos solta a franga e incorpora o “dark flame máster” soltando aquele tom de voz megalomaníaco, que é simplesmente hilário no contexto slice of life do anime.

Sendo perfeitamente sincero, ainda não assisti a segunda temporada, mas a primeira possui um final bem fechado e me deixou bem satisfeito como fan de romances, sem contar que ela é bem curta (apenas 12 episódios). Assistam
 
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Grato por lerem, gostaria de lembrar que não citarei cada romance existente, peguei apenas alguns dos conhecidos. Semana que vem se der tudo certo mencionarei algumas comédias românticas.

Até a próxima

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